Região do Viamão

Rio Manso - MG

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                            MEDIUNIDADE 

DEFINIÇÃO: 

            Mediunidade é a capacidade que o espírito encarnado tem de receber uma determinada energia, e aplicá-la na matéria. Devo ressaltar, que todo e qualquer espírito tem essa capacidade. Agora, somente será mediunidade se ele a aplica na matéria.

            Mediunidade é a conseqüência do trabalho do médium. Chamamos de médium o espírito encarnado, pois ele está entre dois mundos, o espiritual e o material. O espírito é uma energia totalizada não pertencente ao mundo material. Sua constituição é diferente, ele é eterno e imaterial, e por isso mantém um constante contato com o seu mundo verdadeiro, o espiritual; mas ele está encarnado, ligado a um corpo físico, e conseqüentemente fazendo parte momentaneamente do mundo material.

            A mediunidade é uma capacidade natural de todos os homens. Todos são médiuns, uma vez que todos os homens são espíritos encarnados. O médium, em sentido estrito, é o indivíduo apto a receber energias diferenciadas, transformá-las e aplicá-las em beneficio de si e de outros.  Isso o diferencia dos outros seres que habitam o planeta. 

MECANISMO DA MEDIUNIDADE E SUAS FASES 

            Partindo da definição de mediunidade, verificamos que o termo é abrangente, e pode ser utilizado para caracterizar várias formas de trabalho do espírito encarnado. Realmente o que varia é o tipo de trabalho realizado, pois existe um principio comum, ou seja, um mecanismo único para todas as diversas formas de atuação do médium.

            Este principio é dividido em três fases:

            1- Transmissão

            2- Absorção

            3- Execução

            O médium concentrando-se, eleva o seu padrão vibratório emitindo assim uma onda para o seu plano de trabalho, recebendo então uma energia conforme a sua atividade, ou capacidade de operar a transformação de energia fazendo a ação propriamente dita.

            Exemplificando: Podemos observar na mediunidade de incorporação, que, primeiramente o médium faz uma oração para aumentar o seu padrão vibratório (concentração da transmissão), em seguida ele se liga ao seu Guia (espírito desencarnado, ou em Deus), enviando a sua sintonia. Essa seria a primeira fase, a Transmissão. Em seguida ele recebe uma energia determinada para que a vontade de sua ação possa ser aplicada. Chamamos esta energia de linha ou corrente espiritual oriunda de uma planificação espiritual de comprometimento. Assim se conclui a segunda fase. A terceira fase seria a execução propriamente dita dos dois outros processos, no caso avaliado, seria a incorporação do Guia individual.

            Em principio, as três fases da mediunidade existem e fazem parte de todo e qualquer trabalho mediúnico. O que irá variar será a energia que o médium receberá e o seu modo de aplica-lo. Isto é,  o que na realidade irá variar, será a terceira fase da mediunidade, que seria a execução.

Não devemos contudo ficarmos confundidos pensando o seguinte: Mas para o médium se concentrar, e manter essa concentração e ficar enviando continuamente sua sintonia para o plano de trabalho, não seria preciso que ele primeiro recebesse energia para tal ato? Ele não teria então que fazer cumprir a 2 fase antes da 1 ?

            Logicamente, o espírito para se manter vivo e atuante por sobre o mundo físico, precisa de energia. Ele está encerrado em um corpo vivo que se alimenta e mantém o equilíbrio entre o espírito e o mundo o qual está. A energia para o espírito, ele a sintetiza pelo chacra Solar, ( Onde é muito importante o saber se alimentar) através dos alimentos que ingerimos, e ali são aproveitados, se assim podemos dizer, para o espírito ter energia compatível com o corpo físico o qual habita. Devemos nos lembrar sempre que somos médiuns prontos para toda e qualquer atividade, a nossa alimentação deve ser a mais saudável possível. Entretanto, quando falamos em recebimento de energia na segunda fase do trabalho mediúnico, estou me referindo ao recebimento da energia de trabalho em si, ou seja, a energia que será aplicada na realização do trabalho mediúnico. Por exemplo: Na vidência, o médium irá captar energia normalmente pelo chacra dorsal, o qual irá enviar estímulos para o chacra occipital, que permitirá ao médium a aplicação de seu dom, ou o trabalho que se propôs.

            Resumindo, o mecanismo da mediunidade seria o seguinte: O médium se concentra, envia uma sintonia para seu plano de trabalho, recebe uma energia e a aplica em um trabalho espiritual no mundo físico. 

FINALIDADE DA MEDIUNIDADE 

            Porque existe a mediunidade? O que propicia a existência dela? Toda atuação do espírito por sobre a terra seria mediunidade?

            Como vimos na primeira parte, a mediunidade é a conseqüência do homem ser um espírito encarnado ligado ao mundo físico e ao espiritual simultaneamente. Então a nossa capacidade em sermos médiuns é a resultante de sermos espíritos encarnados, e nossos atos individuais de transmissão de energia aos nossos semelhantes, seria o trabalho mediúnico, ou seja, a mediunidade, a resultante natural dessa ligação entre os nossos mundos.

            Mas vimos também, que em termos espirituais, o médium seria o espírito encarnado apto a receber uma energia a mais. Observamos também que no mundo até o presente momento, existem homens que não acreditam na existência do espírito, e que nunca se aperceberam da realidade do mundo espiritual. Dessa forma, a mediunidade apareceria perante os olhos dos leigos como um “Dom Divino” condição esta dada apenas a alguns homens para que os mesmos pudessem propiciar à humanidade o conhecimento da vida espiritual e da realidade de que somos espíritos. Ora, a mediunidade é a conseqüência apenas da descoberta de pessoas de sua verdadeira origem, o mundo espiritual. Óbvio que aqueles que se descobrem, começam a revolucionar conhecimentos, propiciam experiências e fazem com que todos por sua parte, façam o seu trabalho, buscando criar uma harmonia maior entre os espíritos, e conseqüentemente a evolução do homem.

            Se a mediunidade é uma condição natural, por que se falar em mediunidade como um “Dom Divino”, e em médiuns em senso estrito?

            Para que um espírito encarnado realize um intercâmbio consciente com o mundo espiritual, é necessário que ele possua algum conhecimento, e não viva voltado exclusivamente para o mundo material. Por isso alguns espíritos vêm preparados ao mundo físico para trabalharem em sintonia com o mundo espiritual, tentando despertar a humanidade para a realidade da vida em outra dimensão. (Esse ponto veremos mais detalhadamente nos capítulos Karma, Mediunidade e Desenvolvimento) Então esses espíritos, quando encarnados, seriam despertos e teriam a condição mediúnica desenvolvida para trabalharem em nome de Deus.

            Agora,  por ser o contato com o mundo espiritual possível, e uma realidade para todos os espíritos encarnados, qualquer um pode trabalhar; às vezes até inconscientemente com o auxilio do mundo espiritual em prol do amor e da evolução do homem. Mas o trabalho mediúnico propriamente dito, é sempre o trabalho consciente do espírito encarnado e normalmente realizado com o auxilio de uma planificação de tarefa.

            A mediunidade existe para que auxiliemos aos espíritos, encarnados e desencarnados. Entretanto, muitos médiuns usam do seu saber e poder para, aliados com entidades não evoluídas, em beneficio próprio, e às vezes prejudicando outras pessoas. Isto ocorre porque existe o livre arbítrio, e o uso para o bem ou mal é da responsabilidade do médium.

Gilberto M. C. Filho

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